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Zine de Pão

Caderno de notas sobre farinhas, leveduras e temperaturas

Zine de Pão

Caderno de notas sobre farinhas, leveduras e temperaturas

08.Set.11

O Ibán

Não conheço o Ibán e talvez por isso devia tratá-lo pelo primeiro e último nome, Ibán Yarza. No entanto, dado que temos em comum um amor pelo pão artesanal, um imenso respeito pela tradição, uma tristeza partilhada pelo imenso número de culturas de cereais que se perderam ao longo do tempo, uma proximidade com a Suécia e uma vontade de querer - de algum modo - dar outro rumo à história, penso que seríamos amigos se nos conhecessemos na vida real. Por isso, acho que posso tratá-lo por Ibán e quem sabe, talvez um dia nos cruzemos pelo norte da Europa e possamos partilhar umas ideias.

 

O Ibán é um padeiro autodidacta e o autor do Te quedas a cenar?, um blogue mais generalista sobre comida mas com uma forte parte sobre pão, e é também autor de um blogue dedicado à memória do pão. Além disso, o Ibán é muito mais activo na promoção do bom pão pelo pais vízinho do que o vosso caro autor. Ele é o tradutor do The Handmade Loaf do Dan Lepard, que na língua do país vizinho se chama Hecho a Mano, organiza cursos sobre fazer pão em casa e tem uma palestra no TEDx Madrid que me marcou. Deixo-vos com esse vídeo.

É o momento do pão e nós consumidores temos a primeira palavra nisso. É necessário que sejamos mais exigentes quando compramos pão na padaria da esquina, é necessário que perguntemos que tipo de farinha usam, se usam fermento natural, se usam farinha com aditivos (outro post sobre isso noutra altura) e por aí fora. Está nas nossas mãos.

2 comentários

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    Paulo 09.09.2011

    Exacto. Temos de ser mais exigentes como consumidores. Está mais que provado que as grandes indústrias do pão utilizam farinhas de qualidade menos boa, adaptadas com aditivos para se comportarem melhor numa uma máquina de amassar cujo objectivo é amassar rapidamente e violentamente algo que não é de longe, nem de perto, pão.

    Porquê andar a brincar com a natureza? Retiramos vitaminas e nutrientes existentes no germe e no albúmen do grão para obtermos a farinha mais branca e depois para compensar adicionamos essas mesmas vitaminas e nutrientes de forma sintética? É tudo um disparate.

    Uma maneira de sermos mais exigentes é também comprar farinha moída de modo artesanal, que naturalmente contém essas vitaminas e nutrientes (caso não tenha sido filtrada a posteriori) , em mó de pedra. Temos um rico património de moínhos de vento e de rio a caír de podres porque ninguém lhes dá atenção.

    Eu talvez seja um sonhador, mas espero não estar sozinho :)
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